A enchente de 2024 afetou o acervo do Museu Visconde de São Leopoldo e também deixou uma pergunta: como fazer com que a história do museu e do esforço para recuperar esses objetos, chegasse às pessoas?
Assim nasceu o programa de educação patrimonial, com duas frentes.
A primeira é voltada às escolas públicas. Por meio de encontros em sala de aula e visitas mediadas ao museu, alunos e professores discutem memória, patrimônio, museus e os impactos das enchentes no acervo.
A segunda reúne profissionais e comunidade em oficinas com especialistas: conservação preventiva em acervos museológicos, cuidados com coleções particulares e sensibilização para atendimento acessível em museus.
O contato direto com os objetos, com os restauradores e com as histórias que o museu carrega é o que dá sentido a essas ações. Aproximar pessoas do patrimônio, especialmente depois de uma perda, é também uma forma de preservá-lo.


Abril de 2026
Ministrados pela Profa. Ma. Vânia Inês Avila Priamo e pelo Prof. Me. Maicon Diego Rodrigues, os encontros educativos realizados nas escolas participantes do projeto propuseram experiências de escuta, criação e troca a partir de memórias da cidade, objetos do cotidiano, histórias de família e do próprio museu.
As primeiras atividades abordaram memória, identidade e o papel dos museus na preservação das histórias de uma comunidade. A partir da leitura do livroGuilherme Augusto Araújo Fernandes, os estudantes refletiram sobre os objetos, lembranças e narrativas que ajudam uma cidade a preservar suas memórias ao longo do tempo.
Os encontros seguintes apresentaram a trajetória do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, seu acervo e as histórias preservadas pela instituição. Em atividades coletivas, os estudantes transformaram seus próprios desenhos em “peças de acervo”, construindo uma grande rede visual conectada ao museu e à memória da cidade.


MAIO de 2026
O encerramento desta etapa do programa educativo aconteceu com visitas ao Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. As turmas percorreram os espaços expositivos acompanhadas por seus professores e conversaram com os restauradores Ísis Fófano Gama e Társis Gradaschi, profissionais envolvidos na recuperação do acervo atingido pelas enchentes de 2024.
Ísis apresentou aspectos do trabalho de investigação na restauração de obras de arte — como análises técnicas, pesquisas históricas e o estudo dos materiais orientam a compreensão dos objetos e as decisões de intervenção. Társis compartilhou a experiência da equipe durante a enchente: os desafios do salvamento do acervo e as etapas do processo de recuperação, ainda em andamento.
Os estudantes também puderam ver de perto um aquecedor metálico do século XIX, recentemente restaurado e novamente em funcionamento. A visita aproximou os participantes do trabalho realizado nos bastidores de um museu em processo de recuperação, tornando visíveis as decisões, os esforços e os saberes envolvidos na preservação de um acervo.
Restauração do Acervo Museológico de São Leopoldo
A iniciativa reúne profissionais de conservação e restauro, pesquisa histórica, curadoria, educação e comunicação, com foco em transparência, acesso público e difusão do conhecimento.
Uma equipe de especialistas trabalha na recuperação de parte expressiva de um conjunto de peças que conta a história da região. Além da restauração, promovemos ações de educação patrimonial, sensibilização e formação de equipes.
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